Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Casual e curiosamente, abri a TV, pela primeira vez no novo canal da TVI, no momento em que se iniciava um programa com o título deste texto.

Quando vi a apresentadora, uma sexóloga já conhecida de outros programas, sentar-se de perna cruzada, pensei que dali iria sair um programa de sexo.

Mas a única coisa que realmente se falou foi de sexo, na maior parte do tempo, desvirtuosamente.

A palavra SEXO significa acção e dizer que a "coisa" e o "coiso" são sexo é generalizar, porque só quando a "coisa" e o "coiso" se juntam é que, eventualmente, pode existir SEXO.

Por isso, "Aqui há sexo" é um nome intencionalmente errado e parece-me que "aqui há gato".

No meu ponto de vista poderia eventualmente  chamar-se  "Aqui há sexualidade" e a coisa estaria bem melhor sem induzir em erro.

E a Dra. Marta (assim se chama a sexóloga) não fez mais do que estar a incentivar as pessoas ao individualismo e ao egoísmo, ao egocentrismo em que esta sociedade de humanos se está a transformar.

A Sra. sexóloga a certa altura mais parecia a vendedora de elásticos na feira, quando,  em primeiro plano apresenta uma quantidade de bugigangas plásticas que se destinam ao estímulo afectivo dos humanos.

E é neste ponto que eu queria dizer que os ditos elementos, mais ou menos imitativos de "coisos" não são produtos para fazer sexo, mas para estimular e excitar psiquicamente aqueles que se fecham na solidão e no egocentrismo. São sim elementos masturbadores.

O que esta gente sexóloga anda a fazer, com a mania das modernices, é  com que as pessoas andem por aí a fechar-se em si próprias e a provocar a auto masturbação.

SEXO é outra coisa, muito mais importante, muito mais digna, porque faz parte da cadeia de realização da natureza.

O homem, ao contrário das restantes espécies animais, está cada vez mais a desvalorizar a sua essência racional, desvirtuando o acto mais precioso que a natureza lhe concedeu: O SEXO. E o acto sexual compreende, genericamente, que existam 2 actores.

Neste programa, a determinada altura, houve uma senhora de 74 anos que dizia manter uma relação sexual com um homem 30 anos mais novo e, durante o acto, que dura cerca de hora e meia (bendito Viagra!), o senhor nunca ejaculava enquanto ela tinha uma quantidade de orgasmos.

Ora aqui está a forma brilhante como esta senhora consegue estar bem consigo própria, como nunca esteve (segundo as suas palavras) nem quando tinha 30 anos.

Neste caso talvez possamos dizer  que "Aqui há Sexo"!



publicado por circular às 09:08
Modernamente, há quem defenda que sexo e amor são coisas muito diferentes, sendo certo que esta teoria desvirtua um pouco os ideais de gerações anteriores. Independentemente da nossa posição pessoal sobre este assunto, existe hoje uma tendência obsessiva para filosofar sobre as coisas do sexo, ou antes, deambular pelos mundos do sexo (não da sexualidade) como quase uma terapia para todas as frustrações da vida. As lojas que comercializam "brinquedos" de sexo são hoje indispensáveis e quase que se consideram anormais todos aqueles que se remetem aos "utensílios caseiros". Bom, nesta guerra dos sexos, cada um fará o que muito bem entender, a sós ou acompanhado mas nem sempre o "entusiasmo" é sinónimo de felicidade.
outraidade a 2 de Março de 2009 às 13:27

Há até uma canção que diz."Sexo é antes, amor depois..."
Mas confirma o que digo.
Estes brinquedos das sexshop são como os brinquedos das crianças da actualidade. Muita curiosidade á primeira demão, mas logo desaparece no pó da prateleira.
"Penso eu de que..."
Vistadolhos a 2 de Março de 2009 às 14:37

A cada momento passa por nós uma onda de imagens que nos faz circular pelo mundo. E nós somos do círculo, pois circular é viver.
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